LIBERDADE IMEDIATA AOS PRESOS POLÍTICOS PELO ESTADO GENOCIDA DE ISRAEL!
Na última quarta feira, 1° de outubro,forças navais do estado genocida de Israel interceptaram embarcações da Global Sumud Flotilla, missão que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Centenas de civis desarmados, que vieram de 44 países – atravessando o mar com alimentos, medicamentos e solidariedade, foram capturados pela Marinha de Israel em águas internacionais. Esse sequestro de pessoas que não representam exércitos, mas a vida humana mais elementar, explora o limite da barbárie institucional. O mundo assiste, perplexo, à materialização de uma violência de Estado que ultrapassa qualquer retórica diplomática.
Há mais de 70 anos, a entidade europeia sionista autoproclamada “estado de israel” impõe ao povo palestino o horror do genocídio e da colonização, rouba suas terras, constrói prisões a céu aberto onde testa seus armamentos assassinando crianças e destruindo hospitais, impõe a segregação racial e religiosa, invade templos sagrados, se apropria dos recursos, prende, sequestra e mata palestinos e palestinas, submetendo o povo – especialmente as classes populares – ao mais cruel regime de apartheid e terrorismo de estado que se tem notícia no planeta hoje.
Os ataques, explosões, destruições e assassinatos de agora não são uma novidade nem uma exceção: essa é a rotina a que o invasor submete o povo da faixa de gaza e de todos os territórios palestinos diariamente há décadas.
Desde 7 de outubro de 2023, Gaza vive um inferno em terra. Mais de 64.900 mortes e 165 mil feridos foram registrados, entre civis esmagados por bombas, soterrados sob escombros, ou vítimas da fome e da desnutrição. A maior parte das vítimas, mulheres e crianças, em meio a esse caos, bombardeios de hospitais e abrigos civis, negar água potável, é escalonamento de genocídio institucional.
Enquanto isso, embarcações da Flotilha Global Sumud – cerca de 50 navios, com mais de 500 ativistas a bordo, vindos da Europa, da América Latina, do Oriente e de outros continentes – zarpavam com o firme propósito de romper o bloqueio e entregar ajuda ao povo sitiado. Israel reagiu interceptando ao menos 21 embarcações, detendo 317 ativistas – que foram levados ao porto de Ashdod, onde se anuncia deportação. Esse já é um padrão: ao menos oito flotilhas anteriores foram interceptadas em mais de uma década, em operações que desafiam a legalidade marítima e humanitária. Foram detidos pelo menos 14 ativistas brasileiros, e até o momento 1 ainda está desaparecido.
Brasileiros desaparecidos:
🚫 João Aguiar, a bordo do veleiro Mikeno, com último contato às 19h35 (CEST), logo após ataque com jatos de água com odor fétido, lançado diretamente contra os tripulantes. As câmeras da embarcação foram danificadas e o sinal foi perdido.
Sequestrados integrantes da Delegação Brasileira:
🔺 Thiago Ávila – barco Alma
🔺 Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, Mariana Conti e Nicolas Calabrese – barco Sirius
🔺 Ariadne Telles e Mansur Peixoto – barco Adara
🔺 Gabriele Tolotti e Mohamad El Kadri – barco The Spectre
🔺 Lucas Gusmão – barco Yulara
🔺 Luizianne Lins – barco Grand Blue
🔺 Miguel de Castro – barco Catalina
É dever dos povos do mundo, das forças políticas que lutam contra o capitalismo e o colonialismo desde a América Latina, estender o braço e erguer bem alto a bandeira. Não esquecer nem normalizar, fazer da libertação palestina e da autodeterminação popular parte das nossas lutas. Sem a liberdade das e dos palestinos, não haverá liberdade de ninguém. Enfrentamos um sistema de morte, mas sabemos que diante da opressão há resistência. Que os povos sofrem, mas também se levantam. Que a solidariedade internacional se manifesta em mobilizações ao redor do mundo e que surge um clamor pelo fim deste genocídio. E que, diante de tamanha barbárie perpetrada por aqueles que se dizem civilizados, nós, anarquistas, estamos indignadas. Nos solidarizamos, mas também nos propomos a lutar por um mundo novo.
NÃO AO GENOCÍDIO PERPETUADO POR ISRAEL EM GAZA!
LIBERDADE IMEDIATA AOS PRESOS E PRESAS POLÍTICAS, BRASILEIRAS OU ESTRANGEIRAS, PELO ESTADO GENOCIDA DE ISRAEL!

