Uma multinacional, como a Carrefour, sabe muito bem usufruir da violência cotidiana vivida em países racializados, através da experiência colonial. Ela sabe, por exemplo, que aqui a mão de obra é mais barata, e que há vidas mais baratas que outras. A morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro brutalmente assassinado, no dia 20 de novembro de 2020, dentro do território hostil do Carrefour, é sintoma da forma como opera o racismo capitalista nessas terras de herança escravocrata. O corpo de João Alberto foi alvo de um sistema aperfeiçoado para aniquilá-lo. Tanto é, que um dos seguranças envolvido no cruel espancamento, também é policial militar.
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